Medéia(Leitura Dramática)
Estreia: 2011
Ficha Técnica:
Texto: Euripides
Direção: Wilson Coêlho
Montagem e Operação de Luz: Edgard Barbosa
Concepção e Operação de Som: Wilson Coêlho
Designer Gráfico: Max Goldner
Elenco:
Ama - Chai Rodriges
Escravo - Robson Fernandes
Medéia - Tamiris Vescovi
Coro - Eneidis Ribeiro
Creonte - Max Goldner
Jasão - Anderson Woelffel
Egeu - Felipe Farid
Mensageiro Max Goldner.
Sinopse:
Entre quase uma centena de peças, Medéia, escrita em 431 antes de nossa era, é uma das dezessete tragédias que restaram da obra do dramaturgo grego Eurípides. Em Iolcos, cidade da Tessália, onde se reuniam os Argonautas, havia um reino governado por Esão, destronado por seu irmão Pélias. Jasão, como filho de Esão, exigiu que o tio devolvesse para si a coroa. Pélias, fingindo-se disposto a entregar-lhe a coroa, colocou como condição que Jasão recuperasse o Velocino de Ouro que estava guardado num bosque da Cólquida. Juntamente com diversos jovens heróis gregos, Jasão liderou a gigantesca epopéia a bordo da nau Argos e, depois de várias peripécias, desembarcou no Reino da Cólquida, onde estava o Velocino de Ouro. Tendo prometido em casamento a Medéia, feiticeira poderosa e fi-lha do rei do lugar, Jasão consegue o Velocino. Para que pudessem fugir, Medéia esquarteja o irmão e espalha seus pedaços pelos caminhos das tropas do pai. De posse do Velocino, Jasão volta à Tessália e descobre que Pélias, seu tio, durante sua ausência, havia matado a Esão, seu pai e, ao mesmo tempo, recusa-se a devolver-lhe o trono. Para se vingar, Jasão contou com Medéia que, por sua vez, conseguiu convencer às filhas de Pélias a esquartejá-lo e cozinhar-lhe os membros como se fora para rejuvenes-cê-lo. Depois de tal embuste, Jasão e Medéia fogem para Corinto, onde são recebidos pelo rei Creonte. Jasão abandona Medéia para se casar com Glauce, a princesa de Co-rinto, filha de Creonte. Medéia, a esposa bárbara, fica furiosa e envia como presente de casamento à noiva um vestido incendiário. A princesa Glauce morre juntamente com seu pai Creonte. Depois, Medéia mata os próprios filhos e foge num carro de fogo, puxado por duas serpentes aladas.
Nessa época, principalmente em Atenas, o teatro tinha a função de construir e educar o homem grego e, baseadas nos mitos, as peças pro-piciavam discussões sobre os acontecimentos do cotidiano. A mulher, desempenhando um papel particular na cultura ateniense, foi discutida de maneira bastante trágica nesta peça, considerando que Medéia, ao não aceitar o destino como algo natural, decide resolver suas mágoas pelas próprias mãos, deixando-se levar por emoção e paixão que, em oposição ao homem racional, são entendidas entre os gregos como sen-timentos irracionais. Mas o tema de Medéia também foi explorado por outros dramaturgos como o romano Sêneca, o alemão Heiner Müller com MEDEAMATERIAL e os brasileiros Chico Buarque de Hollanda e Paulo Pontes em GOTA D'ÁGUA. Wilson Coêlho Coordenador de Teatro da Escola de Teatro e Dança FAFI
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