Cordel do Amor sem Fim(Leitura Dramática)
Estreia: 2011
Ficha Técnica:
Texto: Cláudia Barral
Direção: Anderson Woeffel
Montagem e Operação de Luz: Edgard Barbosa
Concepção de Som: Anderson Woeffel
Operador de Som: Wilson Coêlho
Designer Gráfico: Max Goldner
Elenco:
Anderson Woelffel – Contador
Max Goldner – Cantador
Robson Fernandes – Narrador
Tamiris Vescovi – Tereza
Eneidis Ribeiro – Carminha
Chai Rodrigues - Madalena
Felipe Farid - José
Sinopse:
Baseado nos relatos do pai sobre a cidade de Carinhanha, sertão baiano, às margens do Rio São Francisco, Cláudia Barral desenvolve a trama de Cordel do Amor sem Fim. Em Carinhanha, vivem as irmãs Madalena, Carminha e Tereza. Tereza é a mais nova e sonhadora que se apaixonou por um viajante chamado Antônio no porto da cidade, justamente no dia em que tinha um encontro marcado num almoço em que José a pediria em casamento. Caminha, misteriosa, aposta no sonho da irmã para que possa ficar com José por quem é apaixonada, ao passo que Madalena, a mais velha, tenta desvencilhar a fantasia da irmã que insiste em ficar no porto à espera de Antônio, para que se case com José e, de certa forma, partilhe com a irmã os próprios sonhos que não pode realizar. Uma espécie de esquema drumondiano em que Carminha ama José, que ama Tereza que ama Antônio.
A partir do próprio título, a autora desenvolve em sua obra uma tríade, ou seja, o cordel (espaço-forma), o amor (conteúdo-ação) e a infinitude (tempo). Apesar de uma espécie de não rigorosidade com a rima e a metrificação costumeira ao cordel, a peça se sustenta desta linguagem que identifica os personagens falando de onde estão e de sua identidade regional. No que diz respeito ao amor em tempo de espera, transita o tempo, representado na mitologia grega como Cronos, o mais jovem dos Titãs, explorando os arquétipos da paixão e as consequências que esta implica e, fechando o triângulo, trata-se da infinitude, ou seja, aquilo que se sustenta por um sentimento que independe da realização ou não de um desejo, mas que permanece como um valor que faz daquele que ama desconhecer a necessidade de uma fronteira que separe o sonho da realidade.
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