terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Virgínia Tamanini

Virgínia Tamanini (Santa Teresa, 4 de fevereiro de 1897- 1990)
















Virgínia Gasparini Tamanini nasceu em 04/02/1897, na fazenda Boa Vista, no vale de Canaã, município de Santa Teresa, no Estado do Espírito Santo, filha de Epifânio Gasparini e Catarina Tamanini Gasparini, ambos nascidos na Itália e vindos, como imigrantes, pra o Brasil no século passado. Criada em fazenda, aprendeu as primeiras letras e adquiriu alguns conhecimentos equivalentes ao ensino elementar da época com professores particulares. Mais tarde, prosseguiu os estudos no Rio de Janeiro, sob a orientação de seu irmão Américo, que cursava a Faculdade Nacional de Direito, sendo que, ao final do segundo ano, interrompeu seus estudos por motivo de força maior, regressando à casa paterna.


Autodidata persistente, continuou nos seus esforços por instruir-se, "dedicando todos os momentos de lazer ao estudo e à leitura." Desde cedo revelou inclinação para as letras, tanto que, ainda muito jovem, escreveu um romance folhetim "Amor sem Mácula" (1922/1923), publicado em capítulos semanais no jornal "O Comércio", de Santa Leopoldina, usando o pseudônimo de Walkyria. Produziu em 1929, 1930 e 1931 peças teatrais ( Em pleno século vinte, Amor de mãe, Filhos do Brasil, O primeiro amor e Onde está Jacinto?) levadas à cena com sucesso.
Membro da Arcádia Espírito-santense, tomando parte ativa na organização da Primeira Quinzena de Arte Capixaba, realizada em Vitória, em 1947.
Adaptou ,encenou e dirigiu, no Teatro Carlos Gomes, a peça francesa Cristina da Suécia., em 1947.


Em 1948, montou e dirigiu outra peça francesa, Atala, a última druidesa das Gálias.
Pertenceu às seguintes entidades culturais: Academia Feminina Espírito-santense de Letras, como patrona da cadeira n. 3, Associação Espírito-santense de Imprensa, sócia correspondente da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul. Recebeu o título de cidadã honorária de várias cidades capixabas, e é nome de rua em Ibiraçu-ES. Agraciada com a Ordem do Mérito Marechal José Pessoa, do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, no grau de comendador.
Aos 89 anos, ocupou a cadeira n. 15 da Academia Espírito-santense de Letras., cujo patrono é José Colatino do Couto Barroso.

Outros registros neste blog:
1964- Karina


Vídeos:






Fonte da biografia: www.poetas.capixabas.nom.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Expo: "Animalismo das Flores" de Fábio Aiolfi

Animalismo das Flores Ano de Lançamento: 2024 Título: Animalismo das Flores Colagista: Fábio Aiolfi Ano de Lançamento: 2024 Técnica: Colagem...